Joãozinho vivia no sertão e na cidadezinha que ele vivia, não tinha nenhum médico. Sem contar que ele era a única criança que “estudava”… O filho da sua vizinha estava muito doente, mas não tinha como levá-lo ao médico. Então consultou o “estudioso” Joãozinho.
- Dona Maria, seu filhinho tá com solitária!
- Nossa, menino! Será que meu bebê vai morrer?
- Não, se ele vir aqui fizer um tratamento! Todo dia, traga leite e biscoito! Durante quinze dias! Assim vou matar a maldita!
No primeiro dia, Joãozinho pegou o leite e derramou no bumbum no bebê. Depois, colocou exatamente “lá”, os biscoitinhos. E foi repetindo isso até que no décimo quinto dia, disse:
- Dona Maria, amanhã traga apenas o leite e um pedaço de madeira enoooorme!
A mulher não entendeu, mas obedeceu. Chegando lá, Joãozinho derramou como de costume o leite no bumbum da criança. Então esperou um pouco.
- Sim, e agora, para que serve o pedaço de pau?
- Vou usar já já, Dona Maria, para matar a desgraçada!
- Êpa, vai fazer o que esse pedaço de pau?
No mesmo instante, a solitária cansada de esperar,colocou-se pela metade para fora:
- E aí, galera? Beleza, meus chapas? Hoje não tem biscoitinhos não?
A professora pergunta aos alunos:
- Quem aqui reza antes das refeições?
Todos levantam a mão, menos Joãozinho.
- Joãozinho! Você não reza antes das refeições?
- Não, fessora… Lá em casa não precisa! A minha mãe cozinha bem!
O professor de matemática pergunta ao aluno:
- Joãozinho.
- Pode perguntar, professor.
- Se você tivesse trinta reais num bolso e setenta no outro, o que teria?
- A calça de uma outra pessoa, professor!
Vendo o boletim do neto com muitas notas vermelhas, o avô resolve dar-lhe um tremendo de um sermão:
- No meu tempo, Joãozinho, eu era o melhor aluno em História. Só tirava nota dez…
- Tudo bem, vô, só que tem um negócio!
- Que negócio, Joãozinho?
- No seu tempo havia 60 anos a menos de História para estudar, né?

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